Entrevista Especial: Letícia Novaes – Letrux – Uma das melhores artistas da Música Pop e de Vanguarda do Rio de Janeiro

Letícia Novaes, ou melhor, Letrux – ou vice-versa, é uma das artistas da Música de Vanguarda e, ao mesmo tempo, pop do Rio de Janeiro. Que tal conhecer mais sobre esta compositora, cantora e deste projeto musical incrível!! Entrevista Especial agora mesmo!!!

Letrux – Facebook

Letrux – Instagram

Letrux – Youtube

 

Desde criança sou muito musical, meus pais ouviam muita música, meu pai sempre teve violão em casa, teclado, estudei 3 anos de piano com 13 anos e aprendi a tocar violão com 19, mas nada muito profundamente. Meu barato sempre foi escrever, e com 19, 20 anos comecei a pegar meus escritos e transformar em melodias, e brincar com minhas poesias no violão e assim fiz umas 20 canções, de cara. Eram músicas ruins, mas foram importantes para aquele momento da vida.

Eu assisti você e a sua banda fazendo a abertura para o show da Liniker e fiquei impressionado com a qualidade do som. Quais são as principais influências de vocês? E como chegaram neste formato de sonoridade?

Nossas influências são diversas, desde Bach até Led Zepelin, passando por Maria Bethânia, PJ Harvey, Marina Lima, Baden Powell, é um caldeirão forte.

Como você analisaria o mercado da música independente no Rio de Janeiro atualmente? 

Caótico e cósmico (risos).

Você também produz roupas bastante interessantes. Como está o interesse pelas pessoas em relação aos teus produtos no ramo do vestuário?

Eu fiz as camisas da banda para o crowdfunding, e nossa designer Mariana Abasolo arrasou na arte e realmente a galera curtiu muito ter a camisa, a malha é boa, fico feliz com tudo isso. O maiô também, fiz apenas 30 e vendeu quase tudo, talvez faça mais. Não são coisas fáceis de administrar porque sou de humanas, risos, mas tô empolgada com tudo isso que tá rolando.

Quais são os teus próximos projetos?

Espalhar mais ainda o CLIMÃO pelo Brasil todo, lançar um livro de poesia, compor mais, escrever mais.

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Pro.efX – DJ e Produtor Musical – Lançamento do CD “Bumba Meu Bass”

Amadeu Fernandes é mais conhecido como Pro.efX – DJ de Belém do Pará e Produtor Musical da Melhor Qualidade. Ele vai lançar o mais novo projeto dele chamado “Bumba Meu Bass”, no dia 15 deste mês (sexta-feira), no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, com as participações especiais de: DJ Will Love, Iva Rothe (cantora), Keila (cantora), Jeff Moraes (cantor), Bunnin (rapper) e Damadik. Esse maestro da música eletrônica conta todos os detalhes do evento e da sua trajetória musical nesta Entrevista Especial!!!

Pro.efX – Soundcloud

Pro.efX – Facebook

Pro.efX – Instagram

Pro.efX – Youtube

Pro.efX – Twitter

Como foi o processo de produção e de composição do teu disco novo (“Bumba Meu Bass”)?

Esse projeto já era uma vontade antiga de misturar tendências regionais com uma pegada minha e o Ná Figueredo já havia me oferecido o acervo da Ná Music pra eu explorar em busca de tracks que eu pudesse remixar e usar à vontade.

Um dia me veio esse nome a cabeça “Bumba Meu Bass” e isso foi o start pra que eu formatasse o projeto que me levou a ser premiado no SEIVA, Lei de Incentivo as Artes e a partir do acervo do Ná e de um disco lançado pela Funtelpa eu criei os samples e produzi as bases que compuseram o disco e também as participações como Iva Roth, Keila, Jeff Moraes, Bunnin e Damadik.

O que você destacaria como sendo suas principais influências?

Minha principal influência é a música de periferia: kuduro, dancehall, moombathon, tambozão, entre outras.

Como você começou neste universo da música, sobretudo, no mundo dos DJs?

Eu sou músico desde criança, fui baterista por muitos anos e por todos os grupos que passei sempre compus várias músicas até o dia em que eu descobri que poderia produzir minhas próprias composições por meios eletrônicos. Daí assumi a alcunha de ProefX.  Desde então venho atuando como produtor e dj.

Como você analisaria este universo, mas centrado no Pará (tecnobrega, aparelhagens, etc.)?

O Pará sempre teve na sua historia uma produção musical muito fervorosa e com características muito próprias.  Hoje isso tem uma proporção gigante o tecnobrega invadiu de vez isso é inegável a tendência agora é vários artistas e produtores surgirem cada vez mais pra fazer essa onda crescer mais ainda.

Quais são os teus próximos projetos?

No momento, eu estou concentrado no” Bumba Meu Bass”, que eu quero levar adiante produzindo mais coisas dentro dessa vertente e chamando mais artistas para participar.  Ao mesmo tempo, tenho produzido a Keila tenho um projeto eletrônico com o Bunnin também dentre outros trabalhos.

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , , , | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Marilu Tavares – Blog Iara Alternativa – Um dos blogs sobre música mais legais do Brasil

Marilu Tavares é paraense e tem 12 anos de idade. Ela escreve e edita um dos blogs sobre mais interessantes do Brasil: “Iara Alternativa”. Vamos conhecer sobre o trabalho dela nesta Entrevista Especial!!!

Iara Alternativa – Facebook

Marilu Tavares – Facebook

Marilu Tavares – Instagram

Como surgiu a ideia de criar o blog?

A ideia de criar o Iara Alternativa surgiu quando eu pensei em compartilhar meus gostos com as pessoas. Eu já tinha a ideia de criar um blog. Aí eu criei, e… surgiu!

Qual foi a inspiração para o nome do blog?

Tudo começou quando eu estava fazendo um trabalho de pesquisa de lendas amazônicas. Daí eu pesquisei a da Iara (que é a minha lenda favorita), e eu percebi uma semelhança na aparência da personagem com a minha aparência e pensei: “Meu Deus eu só posso ser uma Iara alternativa da vida”, ai surgiu esse nome pro blog!!

O blog já tem quanto tempo e quais foram as principais que você já teve com ele?

O blog já tem seis meses de criação, e foi criado no finalzinho de junho desse ano. As principais conquistas que eu já tive com o blog, foi a oportunidade de estar no Portal Cultura, e a de cobrir o  Festival Se Rasgum!!

Nas suas publicações você demonstrar ter um gosto bastante especial para a música, sobretudo, a independente. Como você começou a se interessar mais por este tipo de música?

Eu comecei a me interessar por música independente a partir dos meus 10 anos de idade, por conta de uma banda chamada Scalene. aí eu descobri muitas outras bandas através da Scalene, e foi assim que eu comecei a ter um amor por músicas e trabalhos independentes.

Quais são os teus próximos passos com o blog?

Os meus próximos passos, serão divulgar ainda mais a cena paraense, e fazer com que as pessoas saibam que o Pará também é terra de música independente e de qualidade!!

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , , , , | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Mú Carvalho – A Cor do Som – 40 anos de estrada / Show no Blue Note / Exposição

Mú Carvalho é multi instrumentista, compositor e um dos cantores da banda clássica A Cor do Som. Além dele, a banda ainda conta com os seguintes músicos: Armandinho (guitarra baiana e voz), Dadi (baixo e voz), Ary Dias (voz e percussão) e Gustavo Schroeter (bateria).

Nesta Entrevista Especial, ele fala sobre os novos rumos da banda e do projeto como artista plástico. Além é claro, do disco de 40 anos da A Cor do Som.  Foto principal: Drika Santos.

A Cor do Som fará show na Blue Note Rio – 20 horas – sábado (09/12) – Avenida Borges de Medeiros, 1424, Lagoa. Informações: (21) 3799-2500.

Vamos nos deleitar!!!

A Cor do Som – Facebook

A Cor do Som – Instagram

Como está o processo de finalização do disco de comemoração dos 40 anos da banda, com a produção do Ricardo Feghali do Roupa Nova (Entrevista Ricardo Feghali no blog Ver-o-Pop)?

Já está masterizado. Estamos produzindo a capa e vamos lançar em janeiro de 2018.

O disco terá várias participações especiais. Como você descreveria cada uma delas?

Isso é uma felicidade imensa. Vários amigos-ídolos-parceiros, nomes ultra importantes do cenário da música no Brasil.

Cada um, uma história. Gil, nosso padrinho desde o início quando nos brindou com “Abri a Porta” e depois compôs “Palco” pra gente, uma honra.

Lulu, um hit maker que sempre gostei, desde os tempos do Vímana, fez uma linda interpretação de “Swingue Menina”.

Moska, amigo e parceiro, arrasou no “Magia Tropical”.

Djavan, quanta honra, cantou com o Dadi uma inédita que Dadi fez com seu filho André Carvalho.

Roupa Nova, ídolos, sempre sonhei com eles cantando “Alto Astral” música-irmã de “Sapato Velho”. Natiruts com toda autoridade no “Semente do Amor”, reggae é com eles mesmo, galera da maior simpatia e talento.

O querido Flavio Venturini, um melodista de primeira, nos brindou com sua voz no “Eternos Meninos”.

Samuel-Skank-Rosa escolheu o “Zanzibar” pra cantar com Armandinho. Uma comemoração de maior grandeza para nossos 40 anos.

Você acredita que há um interesse de um público mais jovem pela história e música da A Cor do Som?

Sim. Estamos vendo isso nos nossos shows. No dia 24 de novembro, fizemos em São Paulo, no Sesc Belenzinho, show lotado e maioria jovens na plateia.

Como você descreveria o momento do mercado atual da música no Brasil?

Ih. Complicado. Ainda estou tentando entender essas mudanças, gravadoras desaparecendo, a internet unindo o planeta, spotify, youtube, enfim, vamos nessa, é o futuro. 

Falando sobre artes plásticas. Você esteve em São Paulo divulgando a exposição “Música”, com os seus quadros. Como foi a receptividade do público?

Foi muito bacana. Vendi quatro quadros, não esperava isso. Comecei nas artes na pintura, até meus 16 anos quando troquei os pincéis pelas teclas, mas a pintura sempre esteve comigo e voltei pra ela há alguns anos e agora não paro mais. 

Quais são os teus próximos projetos e também os passos futuros da A Cor do Som?

Bem, vamos lançar o disco nas plataformas digitais em janeiro, escolhemos a Altafonte como parceira nesse trabalho.

Depois, pretendo fazer um vinil (acho q vou pular o cd) porque tenho um carinho muito grande com esse formato. Meu feeling é que talvez o CD acabe e o vinil fica pra sempre. 

 

 

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Ana Clara – Muita Suavidade na Voz

Ana Clara Matos é uma das grandes cantoras e compositoras de Belém do Pará na atualidade. Uma voz e delicada de extrema qualidade. Vamos saber todas as novidades sobre ela nesta Entrevista Especial! Foto principal: Liliane Moreira (outras fotos – roupa vermelha: Tita Padilha).

Ana Clara – Facebook

Ana Clara – Youtube

Ana Clara – Instagram

Como e quando você começou a se interessar pelo universo da música? 
 

A música sempre esteve presente ao meu redor. Meus pais e tios sempre gostaram muito de música, sempre houve coleção de discos em casa, na casa dos meus avós. Além disso, meu pai, Emanuel Matos, é compositor e poeta, sempre vi de perto a interação dele com parceiros e amigos músicos.

Meus pais sempre incentivaram a mim e à minha irmã nos nossos interesses pela arte. Aos 6 anos, ingressei no então SAM, a escola de música da UFPA, onde fiz musicalização e aulas de piano, mas não cheguei a concluir os estudos por lá. Na adolescência, me interessei pelo violão, tive algumas aulas, pesquisei cifras. Enquanto tocava, acabava cantando, mas não tinha um interesse particular pelo canto, isso veio depois. Aos 17 anos comecei a cantar por acaso na banda de amigos de escola. A partir daí, o canto permaneceu.
 

Aproveitando, quais foram as tuas principais influências?

Sempre teve coleção de discos em casa e desde criança eu fuçava, ouvia não só com meus pais, mas a partir de uns 10 anos, também sozinha. Foi em casa que me aproximei de Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Carmem Miranda, Nara Leão, Gal Costa, Luiz Melodia, Tom Zé, Noel Rosa, Novos Baianos, Mutantes e tantos outros nomes da música brasileira, e também de Beatles, Ella Fitzgerald, por exemplo, além da música erudita.

Na adolescência, foi aumentando o interesse pelo rock e o pop. Assistia muito à MTV, isso contribuiu para conhecer muita coisa. Na medida em que crescia, o envolvimento com a música só ia aumentando. A internet facilitou as buscas por novidades, também sempre comprei revistas, muitos discos. Via filmes e me interessava pelas trilhas. Desde criança, meus pais me levavam a shows, na medida em que fui crescendo, fiquei muito ligada nesse circuito. Meu lazer é totalmente relacionado à música e não à toa, minha atuação profissional também, não só como cantora.

Como foram as tuas primeiras experiências como cantora?

Cantar foi quase acidental. Apesar da presença constante da música, meu maior vínculo criativo sempre foi com a escrita. Escrevia esboços de contos e de letras, imaginava um dia compor, mas não pensava em cantar. Na escola de música a gente fazia solfejo, tinha coral, mas isso pra mim era só parte do processo, não havia um desejo particular.

Então, foi arranhando cifras no violão que isso começou a aparecer, curtia cantar quando tocava, até porque queria tocar pra aprender as músicas de que eu gostava.

Acompanhava ensaios da banda cover de uns amigos e num deles me chamaram pra quebrar um galho nos vocais. A partir daí que isso foi se tornando mais presente.
Também cantava nas rodas de violão em casa. Minhas primeiras gravações profissionais foram pro disco Dizeres, do meu pai, lançado em 2007.

Participei de vários projetos, mas só em 2012 lancei os primeiros singles com a minha assinatura, mesmo. Em 2014, veio o primeiro EP, Canções de Depois, e em 2015, o primeiro álbum, homônimo.

Você além de uma carreira como cantora e compositora, você também apresenta um programa de rádio (“Caleidoscópio”, na Rádio Cultura do Pará). Você tem muito acesso ao materiais de muitos artistas paraenses e também do resto do Brasil. Então, como você avalia este momento da música no Brasil?

Tem muita coisa bacana sendo produzida por todo o país e o Pará é um estado privilegiado no volume de trabalhos e na consistência. Quando circulo por festivais fora daqui, sempre se reforça essa impressão do quanto tem coisa boa sendo feita no nosso estado, em diferentes estilos.

É um momento desafiador na divulgação, por ter um volume muito grande de produção, no geral, mas percebo muita gente metendo a cara pra buscar seu espaço sem esperar que caia do céu uma “oportunidade” que não existe mais no cenário que temos hoje. Acredito que o importante é cada um procurar se conhecer bem, saber qual é o seu perfil e investir como pode pra alcançar o que quer e expandir os horizontes.  

Quais são os teus próximos projetos?

Estou na pré-produção, sem pressa, de duas faixas. Devo lançar no começo do ano que vem.
Além disso, também sem prazo definido ainda, tem o plano de gravar algumas coisas com o Lucas Padilha, do Meio Amargo. Temos várias parcerias na gaveta. Inclusive, lançamos juntos recentemente uma série de vídeos, dá pra conferir aqui: https://www.youtube.com/channel/UCrJdlAgPoI7ve7oonElc7iQ

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Andreas Kisser – Sepultura / Kisser Clan / De La Tierra / Pegadas de Andreas Kisser – Um dos grandes heróis da Música Brasileira

Andreas Kisser é  o guitarrista e um dos compositores de vários clássicos da banda Sepultura. Esta seria a definição inicial.

Mas além disso, ele também é um dos grandes heróis da Música Brasileira. Músico estupendo, que transita nas histórias dos músicos dos mais variados estilos. Da música sertaneja, passando pela música baiana, entre outros estilos.

Respeitadíssimo mundialmente, ele é um ícone e um cara super gente fina! Concedeu uma Entrevista Especial e Sensacional! Fotos: Rafael Mendes

Andreas Kisser – Facebook

Andreas Kisser – Instagram

Andreas Kisser – Twitter

Sepultura – Site 

Sepultura – Facebook

Sepultura – Instagram

Sepultura – Youtube

Sepultura – Twitter

Kisser Clan – Facebook

De La Tierra – Facebook

Pegadas de Andreas Kisser – Facebook

Como está sendo a repercussão mundial do CD atual do Sepultura (“Machine Messiah”)?

Está sensacional! Já fizemos grandes turnês neste ano. Começamos com o Kreator, na Europa. Fizemos Estados Unidos, com o Testament. Os grandes festivais no verão europeu. O Rock in Rio também foi um grande show, com a participação da Família Lima, do maestro Renato Zanuto, apresentando realmente o “Machine Messiah”, com os convidados e com todos os temas. E a resposta tem sido muito positiva, não só na parte musical, mas também da arte, a galera curtiu muito a capa, o merchandising está indo muito bem.

Para 2018 já estamos com a agenda bem completa. Vamos voltar para os festivais da Europa. Mas ainda este ano, vamos fazer para a Ásia (Indonésia, Dubai e Tailândia). Vamos realizar alguns shows aqui pelo Brasil este ano, Natal (02/12 – Arena das Dunas) e Belo Horizonte (03/12 – Praça da Estação) no próximo final de semana, Porto Alegre (16/12 – Bar Opinião) e Mogi das Cruzes (SP) no dia 13 de janeiro, na Arena Mix.

Os shows da Europa já estão marcados para o final de fevereiro e final de março de 2018. Também vamos para Nova Zelândia, Austrália e Japão, em maio. Então, o disco está tendo uma repercussão muito boa e positiva. Trouxemos elementos novos e que estão presentes no disco, como sempre, pois em cada disco do Sepultura apresentamos algumas coisas novas. E realmente este trabalho abriu novas possibilidades para o futuro da banda. E estamos explorando isso da melhor maneira possível.

Você acha que este é um dos grandes momentos do Sepultura?

Talvez o melhor, cara. Eu não vejo outra época da banda que estivéssemos tão estruturados, organizados, com uma gravadora forte (Nuclear Blast), com uma formação atual (Derrick Green – vocais, Andreas Kisser – guitarra, Paulo Xisto – baixo e Eloy Casagrande – bateria) na qual todos somos amigos e nos curtimos, sem drama e sem sensacionalismo. E estamos crescendo de uma forma muito rápida. Na música, a gente nunca para de crescer, independente das experiências que tivemos nestes mais de 30 anos de carreira, e sempre buscamos coisas interessantes e novas para fazer. Então dentro deste espírito, a gente está no nosso melhor momento, sem dúvida nenhuma.

Eu tive o prazer de entrevistar o teu filho (Yohan Kisser – Entrevista Especial com Yohan Kisser) e queria saber se vocês vão continuar com a banda Kisser Clan?

Eu vi a entrevista e achei muito legal!

Com certeza vamos continuar com a banda! O Kisser Clan (Andreas Kisser e Yohan Kisser – guitarras e vocais / Gustavo Giglio – baixo e Amílcar Cristófaro – baixo ) começou há cinco ou seis anos muito por causa dele, para colocá-lo no palco, para ele ter esta noção da rotina, de tomar conta do instrumento, como usar o amplificador, o pedal, se preparar para cantar, encarar o público, conversar com a galera, enfim. É um projeto que tocamos covers, e é sempre uma grande escola.

Para mim também está sendo um aprendizado, porque estou cantando bastante. É um outro processo de aprendizado e estou fazendo coisas diferentes com a voz. E temos conquistado vários espaços importantes, como por exemplo, tocamos no Rock in Rio deste ano, no palco Rock District e foi sensacional. É uma curtição e também é fantástico ter uma banda com o filho. 

Você também toca com vários artistas de outros gêneros musicais. Isso de certa maneira ajuda no teu crescimento como músico?

Sem dúvida e todas as maneiras! Tocar com músicos de outros ritmos, conhecer uma galera que enxerga a música de outra forma. Como o pessoal do mundo sertanejo, do blues, do jazz, do samba, do axé, da MPB, assim nós estamos sempre aprendendo. Tocar com o Zé Ramalho ou com o Carlinhos Brown no Carnaval de Salvador, o Steve Vai, essas experiências não têm preço. São momentos que ultrapassam as questões de rearranjar a sua forma de tocar para outros estilos.

Mas também tem a convivência com estes músicos, que têm outra bagagem, outra história e os momentos de trocar ideias nos camarins são únicos, ou seja, numa conversa cinco minutos no camarim com músicos de outros estilos musicais, você é capaz de aprender coisas que não aprenderia em um ano numa faculdade.

Você e o Yohan apresentam o programa “Pegadas de Andreas Kisser” (domingos, às 19 horas), na 89 FM – A Rádio Rock. Você acha que o Heavy Metal no Brasil está cada vez mais forte e concorrendo de igual para igual com as bandas de fora?

Sem dúvida nenhuma! 80% do material que recebemos são de bandas nacionais de metal e tem de tudo. Bandas de Heavy Metal tradicional, do Thrash Metal, outras que misturam com a Música Popular Brasileira, com a Música Erudita, com o Rap. Aqui no Brasil rola de tudo, bandas que tocam músicas em Português ou em Inglês, e nunca esteve tão fértil. E o Heavy Metal de um modo geral é um estilo vinculado ao underground, não está na televisão, não está com muita na rádio direto, e nós temos uma hora por semana e numa rádio como a 89 é um privilégio. Mas mesmo assim, de um modo geral, continua escasso para as bandas.

Eu fico muito feliz de ter esta hora para abrir este espaço e divulgar o Metal Nacional que está cada vez crescendo mais, cada vez mais as bandas estão se organizando para fazer turnês fora do Brasil. Como por exemplo, o pessoal do NervoChaos, principalmente, levando bandas como o Krisiun entre outras para se apresentar fora. Enfim, teve um crescimento muito grande, lógico também com o apoio da internet, que facilitou o intercâmbio.

A cena nacional está muito bem representada!

Quais são os teus projetos para o futuro?

Os projetos para o futuro estão sendo feitos agora! O Sepultura está com a agenda cheia em 2018, ainda divulgando o CD “Machine Messiah”. No segundo semestre, estamos com o plano de lançar o documentário “Sepultura – Endurance” nos formatos CD e DVD, com vários extras. Também tem projetos para a banda De La Tierra, lançamos o CD chamado número “II” e que foi indicado ao Grammy Latino, e estamos com alguns shows confirmados, um deles será no México na programação do “Hell & Heaven Festival” que é um festival gigantesco, entre outros shows.

O Kisser Clan também vai continuar fazendo shows, o programa “Pegadas de Andreas Kisser” vai completar cinco anos agora em dezembro. O principal agora é realmente continuar a turnê do “Machine Messiah”, passando por lugares que ainda não tocamos e preparar o lançamento do CD e DVD do “Sepultura – Endurance”.

Só uma curiosidade, Andreas, eu estava no teu show de estreia no Sepultura, em Caruaru (1987 / PE)…

Não, não acredito!

Eu juro por Deus, fui do nada e ali mesmo fiquei impressionado com o som do Sepultura.

Que legal, cara! Eu tenho muitas boas lembranças deste primeiro show! Foi fantástico!

 

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , , , , | Deixe um comentário

Entrevista Especial: PNK Sabbath – Além de todos os rótulos

PNK Sabbath é um dos artistas mais interessantes da Música Pop Paraense na atualidade. Misturando música eletrônica com outras referências musicais inusitadas, ele lançou o EP “The Night Glow”, no começo deste ano. Vamos agora conhecer este artista SENSACIONAL, nesta Entrevista Especial!!!

PNK Sabbath – Facebook

PNK Sabbath – Youtube

Quais são as tuas principais influências? E como começou a banda?

Então, Pnk Sabbath na verdade sou eu mesmo, uma pessoa não uma banda (entendo a confusão, muitos pensam se tratar de uma banda, inclusive aceito recomendações de como deixar claro que não se trata de uma banda na minha página) produzo os sons sozinho no meu computador. Costumo tocar com um guitarrista mas em breve vou ter que voltar a me apresentar sozinho porque meu guitarrista está de viagem marcada pra Alemanha. Mas enfim, só pra esclarecer (hehe).

Bom, quanto às minhas influencias, tenho uma resposta curiosa. A música sempre foi algo muito pessoal pra mim.  Sempre gostei muito de The Doors, Fleetwood Mac, Elvis Presley, entre outras coisas. Mas quando ia produzir sempre deixava qualquer coisa de lado e tentava tirar os sons da minha essência mesmo. Então, considero minha atmosfera sonora algo muito meu, sem muitas interferências do que escuto.

Já visualmente, eu comecei a ouvir muitos nomes interessantes depois que lancei meu trabalho, comparações com grandes artistas como David Bowie e bandas incríveis como Placebo e Black Sabbath me fizeram pesquisar mais sobre esses artistas, o que acabou acrescentando muito no meu imaginário visual. Funcionou meio assim: comecei a coletar influências depois de me compararem com esses artistas, o que me levou a pesquisar mais afundo o trabalho de cada um, e ver que de fato tinha algo em comum com o meu.

Quais foram as grandes conquistas da banda neste ano e o que já está sendo programado para o ano que vem?

Eu comecei a trabalhar de fato com música há um ano, apesar de parecer muito mais tempo, devido a como as coisas se desenrolaram. Comecei porque reuni coragem, sempre tive a sensação de que bastava eu me permitir exibir o que faço, e as pessoas se contagiariam pela minha arte, que é tão próxima da realidade da minha geração. mas sempre tive medo de dar a cara a tapa.

Até esse ano, no qual resolvi lançar meu material, e tive um ótimo resultado. foi tudo uma questão de reunir coragem e maturidade, até porque disponibilizar um trabalho autoral é algo muito pessoal, e tive que superar essa timidez

Esse ano também consegui várias coisas interessantes, me apresentei em eventos importantes e financiados aqui em Belém, mas sempre tentei me manter fiel ao undergorund, até porque tenho apenas 19 anos, ainda estou muito conectado com a minha geração, com a juventude, e minha arte.

Querendo ou não sempre estará direcionada pra eles, por isso o que aconteceu de mais incrível pra mim nesse ano foi ter entrado no imaginário da cidade como uma espécia de patrimônio cultural, esse respeito me ajuda muito a progredir com meu trabalho, e foi minha maior conquista do ultimo ano sem dúvida.

Também tive a oportunidade de me juntar com Paulo Evander, aluno de cinema na UFPA (assim como eu) e juntos produzimos clipes incríveis, sem orçamento algum, e isso me dá muito orgulho. Esse ano aprendi que ninguém precisa de dinheiro quando se tem talento, e isso é um aprendizado valioso.

Como você avalia o mercado da música independente em Belém e como a banda PNK Sabbath se enquadra neste cenário?

Bom, eu estaria mentindo se dissesse que não encontro certas dificuldades, apesar de estar lutando diante dessas dificuldades ao lado de vários artistas incríveis que fazem a cena cultural atual.

Sinto que os artistas do Norte precisam de muita coragem e perseverança para contornar a normatividade musical estabelecida pelo núcleo do sudeste brasileiro, porém todos estão conseguindo seu espaço usando sua originalidade a seu favor. Eu consegui um público que nunca pensei que fosse conseguir, no período de um ano desde que lancei meu primeiro EP , o “The Night Glow”, isso me deixa mais otimista em relação ao cenário musical paraense, mostra que as pessoas estão interessadas no que a Amazônia tem para dar.

E a Amazônia tem muito a dar! a arte daqui esta em chamas! São tantos artistas bons surgindo, como Antônio de Oliveira, Lariza Xavier, Kikito, Pratagy, são tantos nomes incríveis que não cabem em poucas linhas!

As redes sociais estão facilitando, cada vez mais, o intercâmbio entre as bandas. Como vocês desenvolvem este processo?

As redes sociais facilitam mesmo o processo de troca, na verdade todo o meu sucesso veio de redes sociais, pois essa é a plataforma que eu domino, e acredito me trazer uma enorme facilidade para faer minha música escoar entre diversos grupos e ambientes.

As redes sociais realmente produzem uma democratização na disseminação da cultura de cada região, porém sempre gosto de frisar que boa parte da população brasileira ainda não tem acesso a internet, por isso sempre estou procurando novos meios de mostrar minha música, afinal a arte nunca é democrática o suficiente, isso me deixa um pouco incomodado.

Quais são os teus próximos projetos?

Espero aumentar meu território de influencia, com novos trabalhos e novos clipes. Sou muito camaleônico, e sempre estou mudando e mudando, isso dificulta eu dizer exatamente o que esta por vim, só posso afirmar que todas essas mudanças vão acrescentando ideias para gerar um projeto bem consolidado e rico em influências, ainda estou no processo desse novo projeto, mas já ansioso pelo que esta por vim.

Diria que minha única meta (por enquanto) em relação ao próximo ano é continuar cantando, sempre continuar cantando.

 

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

Ana Carolina – Vivo Rio – Espetáculo para fã nenhum botar defeito

A cantora e compositora Ana Carolina realizou um show dedicado para os fãs se divertirem bastante, na noite do sábado passado (25/11), no palco do Vivo Rio.

Essa dedicação aos fãs estava presente no repertório, repleto de grandes sucessos, entre eles: “É Isso Aí”, “Rosas”, “Garganta”, etc.

Um dos pontos altos da apresentação foi a participação do cantor/intérprete/compositor e ator André Frateschi cantando junto com Ana Carolina dois clássicos da Música Popular Brasileira: “Apenas Mais Uma de Amor” (Lulu Santos) e “O Meu Sangue Ferve Por Você”, que ficou muito famosa na voz de Sidney Magal.

Os shows de Ana Carolina são sempre repletos de muitas emoções!

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Uma bela partida de futebol – Skank gravação do DVD – Circo Voador

A noite da sexta-feira passada (24/11), no templo musical chamado Circo Voador, foi mágica durante a gravação do novo DVD da banda Skank. Os mineiros tocaram na ordem as músicas dos três primeiros CDs (“Skank”, “Calango” e “O Samba Poconé”), além de outros hits.

Num Circo Voador completamente lotado, a sensação era de jogo ganho, no estádio cheio e com uma torcida só, ou seja, só vibrações positivas.

Samuel, Haroldo, Lelo e Henrique foram craques desta partida memorável e que foi repleta de golaços, entre eles: “Garota Nacional” e “Uma Partida de Futebol”. Com certeza, o público presente saiu de lá com a sensação de ter visto uma bela vitória do time do coração!

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Entrevista Especial: Nico Rezende – DVD “Nico Rezende canta Chet Baker”

O cantor e compositor Nico Rezende lançou um dos DVDs mais interessantes do ano, homenageando um dos grandes ícones do Jazz mundial (“Nico Rezende canta Chet Baker”). Ele concedeu uma Entrevista Especial contando detalhes deste projeto! Vamos nos deleitar!!! Fotos: Maria Helena Melo.

Como surgiu a ideia desta homenagem para Chet Baker?

Quase que por acaso, comentei com o Fernando Clark, que era o diretor artístico do Vizta Jazz Club, que gostaria de montar um show com o repertório do Chet. Ele me apresentou o Guilherme Dias Gomes, trompetista, e a coisa fluiu.

O quanto ele foi importante para a tua formação musical?

O Chet influenciou não só a mim, mas várias gerações de músicos e intérpretes, com suas melodias precisas e simples, de um extremo bom gosto. A bossa nova bebeu muito nessa fonte.

Como está sendo a repercussão desta bela homenagem para este grande ícone da música mundial?

A receptividade tem sido maravilhosa em todos os palcos que temos passados. Dá pra perceber o quanto Chet é cultuado, a tamanho da sua influência musical, além do novo público que se interessa por sua música.

Como você analisa o mercado da música atualmente?

A internet democratizou a divulgação de todos os gêneros musicais, para o bem e para o mal. Acho que, como sempre houve, existe a música boa, e a ruim. Hoje ambas com mais facilidade de divulgação.

Quais são os teus próximos projetos?

Um CD de inéditas para o início de 2018 e o meu canal com músicas infantis. O BeatKids, que já está de vento em popa. E shows. É muito bom viajar e tocar para públicos diferentes. É sempre uma nova experiência, a cada apresentação.

Publicado em Sem categoria | Com a tag , , | Deixe um comentário