Entrevista Especial: Ricardo Feghali – ROUPA NOVA – A MAIOR BANDA POP DO BRASIL

É inquestionável: a banda Roupa Nova é a banda pop mais importante do Brasil. E para falar um pouco desta história magnífica, Ricardo Feghali (multi instrumentista, produtor, cantor, compositor e engenheiro de som) concedeu uma Entrevista MAIS DO QUE Especial para o Ver-o-Pop!! Confiram!!!

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Quais foram as tuas primeiras experiências no mundo da música?

Minha experiência com música começou muito cedo. Com 10 anos de idade, comecei tocando bateria numa banda de baile. Uma loucura!!! Ganhava uma merreca, e a primeira coisa que eu fiz foi colocar esses trocados na cabeceira de cama da minha mãe. Hoje, seria uns 50 reais… Isto muito me orgulha. O baile é uma grande escola. Se todos os músicos pudessem começar pelo baile, seria algo maravilhoso.

Qual disco ou banda mais te marcou?

O disco com que eu caí de cara e o primeiro que me tocou foi o “Sergeant Peppers Lonely Hearts Club Band” (The Beatles). E me chocou muito o disco do festival Woodstock, quando eu conheci The Who, entre outras bandas.

Em relação à sua história com o Roupa Nova, se você pudesse citar alguns momentos curiosos, quais elegeria?

O momento mais curioso da nossa história foi quando nos tornarmos Roupa Nova mesmo. Estávamos no estúdio da EMI Odeon e éramos contratados como artistas da empresa. Na época, éramos conhecidos como Os FAMKS. Quando gravamos no Estudio da EMI, uma mensagem de fim de ano para a Radio Cidade, Mariozinho Rocha, então produtor da EMI, não fez fé na gente. Os produtores da rádio chegaram para o Mariozinho e perguntaram para ele: “Por que vocês não gravam estes garotos? Eles são ótimos!”. No dia seguinte, ele entrou em contato com a gente, avisando: “Vocês são o Roupa Nova”.

Você também tem um trabalho interessante como produtor. O que/ quem está produzindo no momento?

Sempre mantive, paralelamente ao grupo, esse trabalho como produtor, inclusive no mercado gospel. Tenho dois prêmios Grammy, com a Alinne Barros e um Grammy com o Roupa Nova, todos como produtor e engenheiro de áudio. Também, discos que venderam muito, como o de Kléber Lucas. Produzi discos de muita gente, como a banda Sempre Livre. Agora, acabei de arranjar, produzir e dirigir o disco de 40 anos da banda A Cor do Som. Estou mixando também o CD de Zé Canuto, saxofonista muito famoso. Ele está gravando um álbum só com músicas do Roberto Carlos.

Como você analisa o mercado da música brasileira, atualmente?

É um momento muito complicado, porque não se vende mais música como antes. Atualmente, o digital impera, e isto é muito frio. Quando uma pessoa
pega em mãos o seu CD ou o seu DVD, tem muito mais calor, o fã fica muito mais perto do artista. Também acho que faltam no mercado músicas com boas melodias, canções de verdade. Antigamente, havia essa preocupação, atualmente só visam a levada. Mas estamos aí muito felizes com tudo o que conquistamos, com 38 anos de carreira do Roupa Nova e a faixa etária do nosso público é muito larga. De acordo com pesquisas, 78% do nosso público tem entre 14 e 25 anos. Isto, sem perder a galera que sempre nos acompanhou. Ainda fazemos muitos shows sold out.

Quais são os próximos projetos da banda?

O trabalho mais recente do Roupa Nova é o DVD “Todo Amor do Mundo”, com uma narrativa ao longo de 19 canções. É a história do Roupa Nova por meio de músicas das décadas de 60 e 70. Fizemos as versões com as músicas enredadas. Foi o Nando quem escreveu isto. Há faixas do Nelson Motta,
do Humberto Gessinger, do Paulinho Moska e do Paulo Massadas, entre outros compositores. Curtimos muito fazer esse trabalho, que saiu em revista com dois CDs e em DVD. As narrações são em desenho animado e ainda tem uma Kombi que toca todo o trabalho Roupa Nova, um dos sucessos deste lançamento. É incrível como as pessoas gostaram desta miniatura! Já estamos na reta final desta turnê. Completamos dois anos tocando em várias cidades. Sobre projetos futuros, estamos elaborando um trabalho com artistas que já gravamos. Queremos contar com eles interpretando estas canções feitas em parceria com a gente.

Agenda // Próximos Shows:

20/10

Sorocaba / SP

Local: Recreativo Campestre

 
21/10

Jaguariúna / SP

Local: Red Eventos

 
27/10

Belém / PA

Local:  Hangar Centro de Convenções da Amazonia

 
28/10

Rio de Janeiro / RJ

Local: Estádio Nilton Santos

Ingressos à venda: http://www.aloingressos.com.br/

 

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Entrevista Especial: DJ Ruy Oliveira – Grande Mestre sobre Música Pop e Rock’n’Roll

Direto de Belém do Pará, o DJ Ruy Oliveira é uma verdadeira sumidade quando o assunto é Música Pop. Com 30 anos de carreira na área, ele conta nesta Entrevista Especial algumas curiosidades e aproveita também para falar sobre o nosso assunto preferido: Rock’n’Roll!!! Let’s Rock!!!!

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Quando e como você começou a se interessar por música?

Acho que ainda muito criança. Por volta dos 8 anos, ficava encantado com a coleção de LPs da minha mãe, que tinha muita MPB, trilhas de novelas e meus pais tinham uma linda eletrola. Sabe aquela que parecia uma cômoda? Bicho não tinha como não se apaixonar e depois virar DJ.

Como foram as tuas primeiras experiências como DJ? E como era a cena de Belém naquela época?

Olha, o início como DJ, veio num momento em que o rock no Brasil era, como posso dizer, a maneira da juventude, da molecada, dizer “Estou Livre dessa porra de Ditadura”. E dizer também: “Agora posso ouvir o que quero e comprar o que quero”, “Ouvir nas rádios o que quero”.

Nos colégios era isso: a molecada se reunia com seus k7, que traziam sabe-se lá de onde, com coisas que nunca ouvi na vida; e assim a gente ia descobrindo com amigos, com poucos programas de rock em Belém, e principalmente na primeira boate totalmente rock de Belém: o La Cage, que tina como DJs principais: Alex Pinheiro e Val André. Bicho, saía de lá doido pra virar DJ. E isso aconteceu em outubro de 1987, em um salão de festa, de um prédio de Belém. E lá se vão 30 anos discotecando rock.

Quais são os teus discos preferidos?

the human league – “DARE” (1982) –  Cara, acho que ouvi isso de um compacto da minha mãe: “Don´t you want me”. Achei aquilo muito diferente! Um tempo depois, achei o disco um troço, meio eletrônico, meio rock e com pitadas pop; o tal do tecnopop. Esse disco é muito importante pra mim, quando vi o show deles em sampa, em 2005, acho que foi a única vez na vida que chorei em um show fundamental.

 

The Cars – “CANDY O” (1979) – Cara, quando ouvi isso no começo dos anos 80, de um k7 de um amigo, que veio dos USA. Cara, que energia aquilo, era novo, dava vontade de pular, quebrar tudo (hahahaha). Os músicos da banda The Strokes adoram, eu amo tudo deles. Recomendo ouvir pelo menos os 2 primeiros deles.

 

 

 

BLONDIE – “PARALLEL LINES” (1978). Bicho, isso aqui é uma obra prima, dos bons sons. Eu amo a vocalista Debbie Harry. Eu tenho absolutamente tudo deles em vinil, cds, k7s; banda maravilhosa.

 

 

 

 

 

TELEVISION – “MARQUEE MOON” (1977).  Banda fundamental do proto punk. Influenciou toda a galera punk, tanto a americana quanto a inglesa fundamental esse disco.

 

 

 

 

 

GANG OF FOUR – “ENTERTAINMENT”. Discão de 1978. Obra prima do pós punk. Bíblia para essa atual geração de bandas inglesas. Tudo chupado. Daqui prefiro o Gang. O original sempre.

 

 

 

 

 

THE CLASH  – “LONDON CALLING” (1979). Disco totalmente maravilhoso.

 

 

 

 

 

 

SIMPLE MINDS – “EMPIRES AND DANCE” (1980). Bicho, sou apaixonado por essa banda. Principalmente, por essa fase, onde a banda experimentava de tudo: tecnopop, new wave, krautrock, industrial; disco belíssimo. Recomendo!

 

 

 

 

GARY NUMAN – “PLEASURE PRINCIPLE” (1979).  O melhor disco de música eletrônica que ouvi na vida.

 

 

 

 

 

ROXY MUSIC “STRANDED” (1973). O terceiro e disco dessa bandaça. Aqui tem: “Song for Europe”…  Linda, linda, linda!

 

 

 

 

 

 

 

Como avalia a noite do entretenimento em Belém agora?

A noite de Belém está um marasmo só. O que salva é a galera das antigas. Aqui o que dá certo nesse momento é Festa Retrô, para galera em torno dos 30 anos em diante. A molecada mesmo prefere ficar em casa, batendo papo pelo “zap”, ou vendo filme nesses canais pagos. É meu amigo, as coisas por aqui, não está nada fácil. É um tal de festa Insanu, Festa La Cage, Festa Gemini; se não for retrô não dá gente. Bom, eu mesmo já entrei na onda, com dois projetos de rock pra matar saudade.

 

Quais são os teus novos projetos?

Meus projetos do momento são as festas: “Jurassic Rock”,  que é festa e programa de rock na web radio só80( www.so80.com.br), onde a gente toca tudo que rolou de bom nesses 50 anos de rock, e meu programa da saudade no facebook: “O Baú do Simpático”, onde toco toda quarta ao vivo, no face live. Discoteco todas as minhas influencias: da MPB ao Rock. Esse mês comemoro meus 30 anos de discotecagem rock, aqui em Belém, coisa difícil pra alguém aí no Sul, imagina pra mim aqui no norte. Mais estou firme e forte,  pronto para mais 30. Abraço a todos.

 

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Entrevista Especial: DJ Mário Mamede – Missão Rock’n’Roll

Mário Mamede é um dos mais importantes DJs de Rock’n’Roll do Brasil. Vamos conhecer mais sobre ele e sobre a saga Rock’n’Roll nesta Entrevista Especial! Let’s Rock!!!

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Quando você percebeu que tinha sido fisgado pelo Rock’n’Roll?

Fui fisgado nas primeiras sinapses. Posso dizer que o rock faz parte do meu DNA. Era criança pequena, em 1976, e meu pai foi um colecionador de discos, de jazz principalmente, mas tinha muitos albuns de rock. Eu vivia pra lá e pra cá carregando discos e mal sabia andar. Uma das primeiras palavras que aprendi a falar na vida foi “DISC”. Cresci ouvindo muita coisa boa de rock clássico: Stones, Beatles, Led, King Crimson, The Who, Deep Purple, Nazareth, ELP, Elvis, Queen, Rita Lee & Tutti Frutti, Mutantes… e batucando junto em casa nos objetos que tinha por perto com o incentivo dos meus pais.

Quando fui pré adolescente, comecei a gostar tambem de som extremo: metal, grind, death, black, hard core e nessa mesma época comecei a tocar bateria de maneira autodidata. Os principais trabalhos dessa época foram os extintos Bonesawer (grind) e Asterlot (death prog) no começo dos anos 90.

A necessidade de técnica apareceu, então terminei o curso de bateria e percurssão com o lendário Rui Motta (Mutantes), em 94. Depois essas bandas acabaram e fui naturalmente pro punk, post-punk, indie e goth rock.

O rock é uma espécie de predestinação, acho que antes de nascer, em outro plano, devemos já vir para essa vida com essa missão. Eu me considero eclético, tanto dentro do rock quanto fora dele.

O rock é muito amplo e em constante mutação, é importante que artistas mantenham a sua forma mais pura e, tão importante quanto, é tambem experimentar de tudo e caminhar com a modernidade.

Você foi baterista de uma das bandas mais legais do Brasil (Moptop). Para você, quais foram os melhores momentos desta época?

Tiveram muitos momentos incríveis. O carinho dos fãs e dos profissionais que estiveram trabalhando do nosso lado durante esse tempo principalmente. Fizemos muitos shows pelo Brasil em festivais e dividimos o palco com muita banda legal daqui e de fora: Oasis, Interpol, Keane, The Bravery, Franz Ferdinand, Mudhoney, The Walkmen, Mutantes, Placebo, Nação Zumbi, Cee Cee Peniston, Raimundos, The Magic Numbers…

Acontecia muita loucura na estrada, daria facilmente para fazer um livro mas me falta disciplina para escrever. Vou contar uma das várias que aconteceram quando abrimos o show do Oasis em Março de 2006: o show era num estacionamento e tinham 14.000 pessoas, sendo que fomos divulgados que iamos abrir o show dois dias antes e muita gente que estava lá não tinha idéia que veriam um show antes do Oasis.

Combinamos que faríamos um show de 30 minutos no melhor estilo Ramones: “One Two Three Four” e manda música direto uma atrás da outra para não dar tempo do pessoal chiar. Acabou que foi uma apresentação enérgica e surpreendentemente tinha muita gente no gargalo cantando tudo.

Quando acabou o show, o resto da banda já tinha se despedido do público, eu fui na frente e peguei o microfone. Estava empolgado para ver o show do Oasis e muito amarradão com o que tinha acabado de acontecer. Gritei “Oasis Caralhooooow!!” e arremessei uma garrafinha plástica de água aberta pro pessoal que estava na grade. Milhares de pessoas gritaram ansiosas pelo show dos caras. Até aí foi legal. No dia seguinte nas redes sociais: Baterista do Moptop grita que Oasis é o Caralho e joga uma garrafa no público. Várias pessoas dizendo que tomaram essa garrafada de plástico. Surreal!

Quando você começou a discotecar? E quais os momentos que você destacaria desta vida como DJ?

Comecei a discotecar por volta de 94, em festas fechadas e nas reuniões das bandas e amigos. Fui levar mais a sério e dividir meus sets só depois. Eu gostava de sair pras casas noturnas para ouvir o que chamo de meus mestres, e hoje em dia família: Edinho e Wilson Power, principalmente, que me inspiraram a levar essa profissão mais a sério. Fui residente de varias festas aqui no RJ e durante o período do Delux/Moptop rodei discotecando pelo Brasil. Gosto muito do que faço e faço com responsabilidade.

Cada evento é uma espécie de ritual acontecendo e a importância da música é a maior possível. Além das festas abertas, me contratam para festas particulares, casamentos, lançamentos de clipe, albuns e festivais.

Em 2013 ganhei o Prêmio Noite Rio de melhor DJ Rock e fiquei muito feliz com esse reconhecimento. Gosto de alinhar as expectativas do contratante com a dos público do evento. Paralelamente a todo esse trabalho como DJ, também produzi eventos, sonorizei peças de teatro, compús trilhas para curtas, séries de tv e propagandas. A verdade é que a música certa cabe em qualquer silêncio.

Como você avalia o mercado da música independente do Brasil atualmente?

O mercado da música independente sempre foi e será de extrema importância, e atualmente vejo artistas e produtores tirando leite de pedra e criando obras magníficas. Sem dúvida que o governo poderia incentivar e criar dispositivos mercadológicos para fomentar essa produção, mas mesmo sem essa ajuda, em qualquer canto do Brasil é possível esbarrar com muito conteúdo de qualidade. A verdadeira força do mercado de música independente é o público.

Quais são os teus próximos projetos?

Atualmente estou envolvido em muitos projetos: em 2014 lancei meu projeto solo chamado Seashore Darkcave, uma mistura crua de synthwave com post-punk e surf music que batizei de Raw Wave e acabei sendo um dos três finalistas do Prêmio da Música es Brasileira em 2015, na categoria álbum eletrônico. Estou terminando o segundo EP do Seashore e lançando singles desde então.

Esse projeto tem sido muito bem aceito fora do país. Nesse meio tempo fui chamado para fazer um show tocando bateria para a Gangue Morcego (death rock/goth/punk) no Woodgothic 2015 e acabei ficando na banda, lançamos o primeiro álbum chamado “Olhem Para As Ruas”, em 2016, e estamos no momento gravando uns singles novos.

No fim de 2015, nasceu o trio Herzegovina (post-punk/new wave) com o ex-planet hemp Rafael Crespo e Marcello Fernandes do Vila Musical. Com o Herzegovina lançamos um EP em fita cassete chamado 5AM e recentemente estamos preparando um clipe enquanto viajamos em tour pelo Brasil.

Como DJ, recentemente, comecei a produzir um evento com o Rafael chamado “Emergência” que é uma espécie de ocupação em bares que não possuem pista de dança; um formato diferente de evento mais focado em disseminar músicas que não tocam em festas normalmente.

 

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Entrevista Especial: Érika Martins – Só o Rock salva!

Érika Martins é cantora e compositora e que tem muito Rock’n’Roll na alma. Ela começou na banda Penélope, que fez bastante sucesso na década de 90. Logo depois, montou o projeto Lafayette & Os Tremendões, com grandes nomes do Rock Nacional, para homenagear o clássico músico Lafayette. Atualmente, faz parte da banda Autoramas e ainda tem uma carreira solo de muito sucesso. Isto é…. Só o Rock salva!!!

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Como está sendo a experiência de fazer parte dos Autoramas?

Fazer parte do Autoramas está sendo muito legal, porque na verdade é uma coisa muito natural pra mim. Eu já estou junto com o Gabriel há muito tempo e desde a época da Penélope (nota do editor: clássica banda de rock Penélope) a gente já fazia muito coisa junto com o Autoramas. Depois eu participei de muitos shows com a banda. Compus muita coisa com o Gabriel. E eu era a primeira pessoa que ouvia as composições deles e opinava muito também. Muitas vezes, mais envolvida do que os outros integrantes da banda. E foi muito natural e as pessoas perguntavam: “Por que vocês não fazem alguma coisa juntos? Veio no momento certo e foi muito legal.

Você pretende retornar a sua carreira solo?

A minha carreira solo continua com força total. Eu lancei o meu último disco “Modinhas” há seis anos. E agora no segundo semestre vai sair o meu primeiro DVD, que é uma co-produção da B2 Filmes com o canal Brasil. Foi um programa já exibido pelo canal Brasil. E eu estou super feliz com o resultado. Contando a história toda da minha carreira. E vamos conciliando todas as agendas: da minha carreira solo, dos Autoramas e do Lafayette e os Tremendões, que é um projeto que tenho um carinho todo especial, que acompanhamos um grande organista dos anos 70, que é o Lafayette.

Como você avalia o mercado musical nacional? Ainda tem espaço pro Rock?

A cena musical do Brasil é super produtiva, com muita coisa legal rolando no Rock, e as pessoas tem que ficar atentas, pesquisar. Tem um monte de banda nova surgindo. Eu mudei para São Paulo há um ano, e aqui é uma loucura. Com uma cena forte, com um monte de coisa legal. As pessoas não podem ficar presas no que está “enjabazado”,  ouvindo apenas o que toca na rádio e na TV. Porque alguém está pagando por isso. Inclusive, todo mundo tem que boicotar. Porque isso não tem nada de natural. E no final é tudo um lixo! Mas de rock tem milhões de bandas. Então, fiquem atentos para isso!

Quais bandas e artistas independentes, você destacaria na atualidade?

De coisa nova rolando tem o trabalho solo do guitarrista Luiz Lopes, do Rio de Janeiro, que é muito legal. Ele faz parte da banda que acompanha o Erasmo Carlos. Outra banda do Rio que gosto muito é o Fuzzcas. Tem o Alf Sá (vocalista da banda Rumbora) com o trabalho solo dele, que saiu no final do ano passado. Tem muita coisa bem legal rolando no Brasil todo! E tem uma das minhas bandas preferidas do mundo todo, que é da Argentina, chamada El Mato a Policia Motorizado. E tem uma banda de meninas chamada Rakta que é muito boa também.

Quais são os próximos passos da tua carreira artística?

Eu estou gravando o disco novo com os Autoramas, que provavelmente vai sair no ano que vem. E pro segundo semestre o lançamento do meu primeiro DVD. Estou muito feliz com o resultado, tem a participação do Herbert Viana, a gente refez o dueto de “In between days” (The Cure) e ficou muito emocionante. O meu foco todo esta neste lançamento.

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Entrevista Especial – Marisa Brito – Uma das revelações da Música Pop Brasileira

A cantora e compositora Marisa Brito é uma das grandes revelações da Música Pop Brasileira. Durante 11 anos, ela fez parte da clássica banda A Euterpia. Agora ela está vindo com EP com músicas próprias. Vamos conhecer mais sobre esta grande cantora e compositora, nesta Entrevista Especial!!!

Fotos Fernanda Brito-Gaia

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A tua carreira como cantora profissional começou a saudosa banda A Euterpia. Para você, quais foram os momentos mais marcantes desta época?

Nossa, foram 11 anos que eu me desenvolvi e aprendi muitas coisas. Como comecei muito nova, eu literalmente cresci enqunato estava cantando com a banda. Acho difícil enumerar melhores momentos. Mas posso pontuar que a partir de um determinado tempo que a banda ja existia, todos os shows tinham um sabor muito especial, pois o público sempre era caloroso e receptivo. Acho que a coisa mais bonita e que ficou guardada no meu coração é a lembrança de ver as casas cheias e o público cantando do em côro junto comigo. Espero que isso volte a ocorrer agora com meu novo trabalho. 

Sobre a tua nova fase artística (cantora e compositora). Como foi todo o produção deste novo CD?

Eu estava “ensaiando” uma volta já tem alguns anos, porém algumas tentativas não chegaram a ser concluídas. 

Eu sinto que esse novo trabalho fala muito sobre meu amadurecimento como pessoa, como mulher. Por isso a coisa não fluiu antes da hora. Precisei de um longo tempo pra entender quem era a Marisa artista, compositora, cantora, sem as influências da banda que trabalhei por tanto tempo. Precisava entender o que de meu existia ali, o que eu queria manter, o que não queria, quais eram as novas coisas que eu gostaria de dizer hoje. Fui naturalmente mudando muito como pessoa e meus gostos, meus pontos de vista musicais também. Eu nunca abandonei a música, pois mesmo não estando nos palcos, sou pesquisadora, estudiosa da música e vivo dela como preparadora vocal. 

Percebi que meu gosto estava enveredando mais para uma sonoridade pop. E há uns 5 anos voltei a ter vontade de compor, e comecei, a passinho de tartaruga… 

Foi então que há 2 anos atrás eu iniciei um trabalho com o Produtor Vinícius Sauerbronn (assina direção e produção do ep), que faz um trabalho fantástico de direcionamento de carreira e juntos percebemos que eu precisava cuidar de algumas questões que vinham antes da parte musical. Fiz um trabalho emocional, espiritual e mental para me preparar para esse momento que tanto esperei. Fui me sentindo mais empoderada, voltei a fazer algumas apresentações menores para testar novo repertório, descobri novas parcerias, e comecei a compor sem parar. 

Até que no final de 2016, eu e Vinícius, iniciamos de fato, a produção do meu primeiro EP. Ele foi gravado boa parte em Belém, com um dos meus grandes parceiros de composição Marcel Barretto (que assina arranjo de 3 canções do EP), outras partes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pudemos contar com o trabalho de excelentes músicos como: Bruno Cordeiro, Fabio Sampaio, Juari Dovenas, Eraldo Taylor, Gus Solaris. 

E para a finalização do EP, tive a honra de trabalhar com o grande músico Marcos Suzano, de quem sou fã desde sempre (os principais discos da mpb que fizeram parte da minha adolescência, tem o Suzano em algum lugar). Ele fez a mixagem e ainda participou em 2 faixas colocando programações, trabalhar com ele foi um dos momentos mais emocionantes e especiais da minha vida, ele é um mestre! 

Como está sendo a divulgação deste trabalho? Por onde já se apresentou nesta nova fase e o que está programado na tua agenda?

Já voltei a me apresentar por Belém e tive uma otima resposta do público. O EP será lançado oficialmente dia 10/10/17 em todas as plataformas digitais. O show principal para comemorar esse lançamento, será em novembro no Festival SeRasgum. E os planos são: rodar pelo Brasil com meu novo show divulgando esse Ep e em breve lançar o vídeo clipe da canção “Coração na Boca”. 

Como você analisa a cena da música nacional atualmente?

Sinto que estamos num momento efervescente. Embora politicamente seja uma fase um pouco tenebrosa, sinto que os artistas estão ganhando mais força, maior posicionamento (cada um com sua luta) dentro desse cenário. O Brasil é um país muito rico em diversidade cultural, o que reflete em sonoridades incríveis. Existe uma onda conservadora forte vindo, querendo nos calar, mas não vão conseguir. 

Vejo que as mudanças da indústria fonográfica, na forma de se vender e divulgar música hoje, possibilitou que muito mais artistas tenham espaço. Antes dependíamos do aval de uma gravadora e para ocupar esse espaço dependia de muitas coisas que geralmente estava fora do nosso controle. Hoje não, hoje é possível se lançar por conta própria e como público, não ficamos mais dependentes apenas das rádios para descobrir o que está sendo lançado. Eu acho isso maravilhoso, pois permite uma diversidade absurda de estilos e misturas… é claro que sempre vai haver uma indústria forte por trás, um estilo dominante no mercado, mas a gente tem a opção de escolha, na nossa casa, nos nossos carros, enfim, de ouvir música do mundo todo num só clique. Acho isso incrível. 

Quais são os teus próximos projetos?

Agora é trabalhar bem a divulgação desse EP e voltar a rodar pelo Brasil fazendo shows. Também vamos iniciar a produção de video clipes com direção de Fernanda Brito-Gaia (que assina a direção visual desse novo trabalho) de todas as canções do Ep. E a idéia é continuar compondo muito! 

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Feliz Círio – 2017

VIVA NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

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Entrevista Especial: Neto Rocha – O Campo e a Cidade

Neto Rocha (violão, guitarra, voz) é um dos integrantes da banda O Campo e a Cidade, uma das bandas mais interessantes da atualidade. Além dele, a formação ainda conta com Marcello Gabbay (violão, banjo, baixo, teclado, voz). Vamos conhecer mais sobre ele e também das novidades da banda.

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Como e quando você começou a se interessar por música?

Nos primórdios (rs), quando criança, meu pai me levava para ouvir a banda tocar no coreto da cidade, achava aquilo lindo e a música de alguma forma me acalmava e muito (sempre fui muito ligado). Sempre ouviu-se muita música em casa, principalmente música caipira.

Quais foram as tuas primeiras experiências tocando em bandas? E como foram?

Foi mais precisamente em 1994, tinha 12 anos. Foi com minha primeira banda, formada por amigos. A banda chamava-se “The Matutos” e tocávamos rock, principalmente Iron Maiden, Metallica e praticamente tudo do rock nacional. Meus pais sempre tinham que estar presente devido à idade, mas foi onde ganhei experiência pra caramba, e assim foram anos com essa banda

Como foi criada a banda O Campo e a Cidade? E como você definiria o som da banda?

Foi criada em 2012 após um reencontro entre eu e o Marcello Gabbay. Tocávamos em outra banda, os “Novos gatos do Trovão” ainda no Rio de Janeiro mas por forças maiores acabamos nos separando pois cada um foi pra um canto. O Marcello havia ido pra França cuidar do doutorado que fazia na época e eu tinha voltado pra São Paulo mas continuávamos trocando músicas e composições via e-mail e quando o Marcello voltou para o Brasil, de Belém ele me ligou e me disse: Vamos gravar um disco? Estou indo pra SP, vamos montar algum trabalho, no caso virou a dupla “Neto Rocha e Marcello Gabbay” que mais tarde “O Campo e a Cidade.”

Para você, qual é a atual realidade da música independente no Brasil?

Acho que a música independente tem um longo caminho aí pra percorrer. Apesar de termos muitos veículos que facilitam esse acesso, ainda é uma questão financeira. Você consegue veicular gratuitamente sua música pelas redes por exemplo, porém se você não patrocina o negócio a quantidade de pessoas que vão visualizar é mínima. Por mais que você faça esse trabalho de formiga é uma luta, uma batalha suada. Sem contar o meio, que também é ainda muito fechado. Digo o meio musical mesmo, das casas de apresentação as pequenas produções. É uma quantidade enorme de bandas com bom e péssimo conteúdo… há o fator sorte também.

Quais serão os próximos passos da banda?

Acabamos de fazer o lançamento do disco, que foi lindo, uma noite de amor e amizade. Estamos na expectativa de já gravarmos um novo registro, agora com a banda completa, com a entrada do baixista Rafael Azevedo e do baterista Tony Karpa. 

 

 

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Entrevista Especial: Banda Neuttra – Revelação do Rock Carioca

Uma guitarra na mão e uma ideia na cabeça? Banda de garagem? Tocando rock’n´roll? Ainda existe isso?

Sim, existe! Exatamente desse jeito os amigos Gabriel Martins (voz e guitarra), Rodrigo Correia (baixo) e Anderson Oliveira (bateria), formaram a Banda Neuttra, direto da Baixada Fluminense. No processo de formação musical, fazendo covers de artistas nacionais e internacionais, descobriram que existia algo maior que os unia: compor. Todas as onze músicas do primeiro álbum, produzido por Vini Lobo, são composições próprias, influenciadas por Twenty One Pilots, Thirty Seconds to Mars, Scalene, Imagine Dragons, Foo Fighters, Stone Sour e NXZero. Vamos conhecer a banda nesta Entrevista Especial!!!

 
 
 
 
 
Quais são as principais influências dos músicos da banda?
 
A gente tem muita influência da gringa… Gostamos de destacar Twenty One Pilots e Imagine Dragons. Os caras são diferenciados, muito criativos
 
O que vocês destacariam da cena Rock’n’Roll do Rio de Janeiro?
 
Ausência, pouca procura… Sendo ofuscado por quem produz e quem ouve. Espero que volte ao ciclo.
 
 A internet se transformou no grande meio de divulgação das bandas de um modo geral? E como vocês investem nesta área digital?
 

Com certeza! A maioria dos fãs hoje são digitais, muitos nunca foram a nossos shows mas sabem tudo sobre a banda por conta da internet. A gente tenta estar sempre postando algo juntos, nos famosos “stories” principalmente… Mas é algo que estamos aprendendo a lidar, a gente sempre esquece de postar quando estamos juntos.

Quais foram as experiências musicais de cada músico, antes de montarem a Neuttra?

Gabriel sempre teve influência musical na família, principalmente vocal. A mãe canta e o avô toca. O que é curioso é que o primeiro instrumento que ele aprendeu foi o saxofone! 

Anderson se interessou desde pequeno. Começou a tocar cedo, aos 7 anos nas aulas de bateria. Rodou em umas bandas de Heavy Metal até parar com a Neuttra. 

O Digão entrou na banda pra ser baixista sem nunca ter tocado baixo. Tocava só violão e cavaquinho em churrasco com os amigos mesmo, sem compromisso algum. 

As primeiras experiências dos 3 juntos foram em projetos do ensino médio. A gente era do mesmo colégio e os poucos que tocavam alguma coisa.

Quais são os próximos passos da banda?

A partir de agora é botar a cara no cenário musical, divulgar nosso trabalho e investir cada vez mais pra estourar nacionalmente. Já estamos compondo pra um futuro álbum, o trabalho não pode parar! Ao infinito e além. Um feat. com a Anitta não seria nada mal

 
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Entrevista Especial: Rodrigo Carneiro – vocalista da banda Mickey Junkies

Rodrigo Carneiro é vocalista de uma das bandas mais importantes da cena independente do Brasil: Mickey Junkies. Direto de Osasco (SP), a banda quebrou barreiras na décadas de 90, com outras também, entre elas: Pin Ups (SP), Second Come (RJ) entre outras. Let’s Rock! Foto: Johnny Macedo.

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Quando foi o grande momento que você começou a se interessar por Rock’n’Roll?

Não me lembro exatamente como e quando. Sei que meus pais sempre gostaram muito de música. Era comum eles me presentearem com álbuns como “Os Saltimbancos”e “A Arca de Noé”, além de todos aqueles da série infantil Disquinho. Nesse período, o namorado de uma prima me deu um compacto do Elvis Presley, que eu adorava. Tinha assistido a algum filme estrelado por ele e, na minha cabeça de criança, Elvis era tão legal quanto o Sidney Magal – ou melhor, é tão legal quanto o Magal. Mas os primeiros discos de música pop que eu comprei, em uma mesma tarde de 1982, foram “Creatures of The Night” , do Kiss, e “Thriller”, do Michael Jackson. Em seguida, elegi o punk como principal modo de expressão.

Quais foram os grandes momentos vividos junto com a tua banda Mickey Junkies?

A banda só me dá alegria. E saber que ela faz sentido para algumas pessoas é algo grandioso

Você também durante um bom tempo trabalhou no Estúdio Showlivre. O que você destacaria deste período?

Fui editor-chefe do Showlivre.com por uns seis anos. Tenho muito carinho pelo período em que lá estive. Liderei equipes de reportagem, escrevi roteiros de programas, criei estratégias de visibilidade do conteúdo produzido pelo site etc. Das entrevistas conduzidas por mim, destaco os encontros com MC5, Bad Brains, New Model Army, entre tantos outros. 

Como você avalia a cena da música independente do Brasil no momento? 

Tem coisas que me sensibilizam profundamente e outras que passam em brancas nuvens. Mas que não precisam do meu aval – aliás, do de ninguém. Penso que há produções que são pro meu bico e outras que não são. 

Quais são os teus próximos projetos?

Quero seguir tocando com os Mickey Junkies e me apresentando com os Trovadores do Miocárdio. Pretendo também levar o meu ciclo de palestras, chamado “Literatura e rock’n’roll: a intensidade do diálogo entre as linguagens”, a outros lugares – a estreia foi no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em São Paulo, no início de agosto. Ser feliz é outro dos projetos em pauta. 

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Entrevista Especial: Jayme Katarro – Delinquentes

Jayme Katarro é um dos grandes ícones do Hardcore do Pará. Ele é vocalista da banda Delinquentes, uma das mais importantes do Brasil. Hey ho, Let’s Go!!!

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A banda Delinquentes tem uma história impressionante. Quais foram os momentos mais marcantes em todos estes anos?

Acho que em vários momentos, de várias fases, posso citar as primeiras viagens que fizemos. Era muito na raça e coragem, mas de uma emoção enorme. Fora um companheirismo que o tempo faz perder. Em Aracaju, no 1° Festcore (ficamos 1 mês ilhados lá, sem grana pra voltar, mas valeu a pena). Depois quando fomos gravar com os Devotos em Recife. De novo viramos mendigos, e dormimos na rodoviária de lá. Mas as amizades e contatos feitos nessa época, foram muito fodas. Mais pro presente, quando tocamos no palco do rock em Salvador. Público grande, na beira da praia. Algumas apresentações no Se Rasgum foram bem marcantes também. Mas o melhor foi a gravação do DVD, em 2012, na Praça da República. Aquilo foi mágico. Mais de duas mil pessoas gritando nosso nome foi inesquecível.

Você é uma personalidade bastante influente na cultura paraense, sobretudo e devido a sua história dentro deste universo. O que você destacaria dentro da música local atualmente?

Cara, tem muita coisa aqui, desde o rock mais visceral e agressivo as bandas mais indies e alternativas. Gosto da nova geração do hardcore. Os sons são bem mais agressivos, e os shows são verdadeiros furacões. DST, Manduca, Sisa, Netos do Velho e outros. Tem coisas bem legais no circuito mais rock tmabém. Uma nova geração que aprendeu que a união é o melhor caminho. Os Bandoleiros e a Cigana, Moonges do Vietnã, Conhaque de Alxatraz, Methademic, são alguns nomes que podem vir fazer um barulhinho bom.

A cena do Rock do Pará já chegou perto de se tornar conhecida em todo o Brasil em vários momentos. O que sempre faltou para isto acontecer?

Nem sei te dizer, mas acho que a distância que vivemos não deixa de ser um grande obstáculo. Uma banda largar tudo aqui e ir morar em sampa é sempre muito foda. Acho que hoje o Molho Negro seja o maior representante dessa coragem de fazer com força a coisa acontecer. Um caminho já trilhado por Madame Saatan, e Morfeus. Mas há outros caminhos também. O Disgrace and Terror já vai essa semana pra 2° tour europeia. E tão pouco se lixando pra fama e glória. Eu admiro isso.

Como você avalia o mainstream musical atualmente? E como isto interfere na qualidade do que é conhecido pela a maioria das pessoas?

A palavra de ordem agora é ser independente, né? Temos a internet e é só querer e fazer acontecer. Não dá mais pra esperar as coisas caírem do céu. Tem que correr atrás, se aproximar de bandas amigas e suar, sem estrelismo e com os pés no chão.

Quais são os próximos passos da banda Delinquentes?

Estamos muito focados na preparação do próximo disco. Será um apanhado de alguns singles lançados na net, mais algumas inéditas somadas com regravações de músicas antigas nunca lançados. Estamos entrando numa fase bem mais agressiva, que traz um pouco nosso lado mais Hardcore e Thrash, acompanhados das críticas aguçadas pelo momento político que vivemos. Vide a última música gravada, Brasil Mitômano (Morra Temer). A previsão é que lancemos início do ano que vem.

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